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Circuito ABC - Arte - Fevereiro/2003
EDITOR: Marina Wodewotzky

ARTE

O mestre do ateliê!

Quem visita a Catedral da Sé, em São Paulo, nem desconfia que todo o esplendor readquirido por esse templo neogótico tem, por trás, as mãos do artista plástico Sarasá e de seu clã: toda uma geração de talentosos pintores, escultores e vitralistas.
Há quase meio século no país, especificamente em São Bernardo do Campo, o Atelier Sarasá é um dos responsáveis pela restauração das principais obras do Patrimônio Histórico Nacional.

À frente desse relicário está o espanhol Luis Martin Sarasá que, ainda menino, veio com sua família de Barcelona para o Brasil e, cedo, começou a aprender o ofício de artífice com seu pai, Luis Martin Lisbona, e seu irmão mais velho, Gerardo Martin Sarasá.
Hoje, Sarasá é um dos mais importantes restauradores do país, mas já teve seu trabalho restrito apenas às artes plásticas como a criação de monumentos, esculturas, murais, mosaicos, painéis, pinturas de parede e sacras.

  “Os restauros se tornaram parte do meu trabalho, há 30 anos. Nós fazíamos pinturas artísticas em casas e igrejas. Aí, de repente, um padre se queixava: ‘Eu preciso fazer um vitral, o meu está quebrado, a minha parede está com manchas e a pintura sumindo...’

Daí, começamos a restaurar uma coisa para um... para outro... e, de indicação em indicação, chegamos a mais de mil obras no Brasil, só de igrejas.”
E tudo isso em família. Primeiro os pais, depois os filhos e agora os netos. “Morávamos junto com o ateliê, o que fazia com que as crianças engatinhassem pegando em pincéis e azulejos e fossem, aos poucos, se tornando artistas.”
São inúmeras as obras restauradas por Sarasá e sua equipe.
Além da Catedral da Sé, fizeram os vitrais do santuário de Nossa Senhora Aparecida, em São Bernardo, o restauro do Forte de Bertioga, o primeiro do Brasil, o Forte de Barra Grande (avistado quando se vai de Santos a Guarujá), o Museu de Arte Sacra de São Paulo, a Catedral de Itanhahém, o Shopping Ligth (antigo prédio da Eletropaulo transformado em shopping) e a Estrada Velha do Mar, na serra do mar, cujo trabalho foi feito há uns 20 anos.

O artista se ressente com o fechamento da estrada, há mais ou menos seis anos. “É uma pena. Aquele lugar atraia turistas de todos os lugares e, da última vez que estive lá, estava bem depredado”.
Mas há muito mais trabalhos já feitos pelo Ateliê Sarasá e outros tantos ainda por fazer. O motivo, segundo o artesão, é que se tem que concluir por etapas, porque os recursos vêm do Governo Federal.
Na região, um dos restauros a serem feitos, na opinião de Sarasá, é o Chapéu de Palha, na Cidade da Criança, em São Bernardo.
 
“O lugar é muito bonito e está destruído. Já entreguei um projeto para os responsáveis e estou aguardando. A igreja do Rudge Ramos também está em situação grave e precisa de um restauro urgente. Já fizemos um projeto para ela. Vamos ver!”
Internacionalmente, Sarasá tem obras em vários países, principalmente em instituições. “Há murais em Roma, telas na Espanha, Estados Unidos e Portugal. O trabalho é todo feito aqui e, depois, mandado para lá.”

 
Uma de suas obras mais significativas, no exterior, é a seqüência de telas que conta a vida de Madre Paulina, na Itália. O próprio Papa tem um quadro da santa, pintado pelo artista.
Atualmente, a equipe de Sarasá está trabalhando no tradicional Arquidiocesano, colégio com 70 anos de história, que nunca foi repintado.

“É claro que, nesse tempo, as massas se soltaram da parede, surgiram trincas, vitrais e vidros se quebraram. Tudo tem de ser refeito e da forma mais perfeita possível.”

Para o futuro, o talentoso artista que tem entre seus trabalhos de restauração obras de pintores famosos como Volpi e Rebolo, e, na lista de espera, o conjunto de vitrais do Santuário do Pai Eterno, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia e, outro, do mesmo porte, no Rio de Janeiro, diz que

“está na hora de diminuir o ritmo, de pintar um quadros pequenininhos, umas esculturas menores e aceitar uns convites para expor na Europa, que estão sendo adiados há muito tempo.”
 
 
 


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